Para cada tem um!

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Para todo protagonista

um coadjuvante

Para todo dentista

um aspirante

Para toda feminista

um auto-falante

Para  cada intimista

um itinerante

Para cada pessimista

um expectante

Para cada finalista

um doravante

E para cada instante

um beijo sem rima,

Obrigado!

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Infantil Adulterado!

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O ser adulto é inteiramente chato e repetitivo. Vou explicar por quê. Quando crianças vivemos nossos maiores sonhos em segundos, cultivamos nossas amizades por anos e somos felizes por uma reprise de Chaves ou um troco que a mãe nos dá, depois da feira. Agora, quando crescemos e atingimos essa tal “fase adulta”, a coisa fica intoleravelmente replicada, mas uma réplica ruim, onde somente os defeitos de ser criança são mantidos…

Adultos, embora preocupados e comprometidos com seus relatórios, reuniões, deveres e contas a pagar, são as mesmas crianças de antes, agora com uma dose de mesquinharia, desdém e necessidade de se provar ser alguém mais importante do que é. A regra é simples: quanto mais complicada a vida, a infantilidade é ainda mais aguçada.

No trem, ônibus, sempre analiso os rostos, as roupas, os cabelos e toda a importância de cada um desse rebanho insignificantemente responsável. Todos brincando de ser grande, com seus brinquedos maiores e mais caros, iPhonezados, com sua pachorra deselegante e imbeciloide de acatar aos patrões, como a seus pais ou a fraquejarem por momentos de recreio com sua Happy Hour rotineira: que mamadeira o quê, queremos chopp  e queremos agora!

Como as crianças, não escutam mais, não por serem imaturas e desobedientes, não! Mas por terem, agora por lei, o direito de não escutar: a maioridade é uma hipocrisia legalizada, ainda pior que qualquer outra droga sintética.

Ainda me pergunto: não seria infantil cultivar riquezas que não se possa gastar? Não seria infantil tornar picuinhas sua única arma para o sucesso? Não seria infantil se dizer adulto apenas por ter uma morada sem pai/mãe, ou um punhado de filhos pra lhes desgraçar?

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Não seria infantil votar por uma dirigência que, por direito, deveria existir em plenitude, sem qualquer paga ou julgamento? Não seria infantil se infantilizar?

Estarei esperando pelas respostas na minha casa da árvore, chupando meu dipnlik adulterado, cutucando meu nariz escondido, batendo bafo com alguns Pokemóns imaginários e enganando o bobo na casca do ovo.

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Compreende Menino, menino!

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Compreende o

Menino?

Sua cabeça é bomba

de problemas encarecidos

parecido é seu sono:

miúdo e aflito.

Quem entende sua falta de papo?

ou de sorriso farto

ou de programa grato

ou carinho de fato?

Menino geme no choro

jorra no couro

sovado suas costas

em prejulgos impostos.

Menino sonha

abraço de laço

de seu amor

Requer aquele

beijo

aquele impacto,

samba novo em seu tambor.

De dia, dói.

à tarde consome

à noite se deita

enfrentando os nervos

com fome.

Alguém entende

Menino?

Conhece seu temor?

Ou dores suas

deveres e

inquietação?

Se não fala

muito:

cabeça é cheia

Se sorri pouco:

coração é vazio.

Menino só quer

abraço

e beijo estimoso

Só que

compreensores

lhe faltam

em compressas

frias

sem pressa

de congelar!

Menino ama

devota vida

devora figa

deseja fim

das moléstias,

das feridas.

Menino só quer

atenção

sensação da mulher

audição do Te Amo

mais : emoção

da queda dos panos.

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_Por Um Menino_

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Seu Freio Me “é”

poema

Em torres de malícia

encorpei meus pecados,

onde a constância de seus olhos

me espanca em

seu castanho claro.

O amendoado

me vem coado

em café

inda há fé em pé,

marchando na toada

do seu riacho, acho ser…

Há delícia em te degustar

mordendo em lábio

o que se quer não quer

em tenro

fálico!

Ahh, delícia é

acarinhá-la é

estasiá-la é

abocanhá-la é

dos “és”, o que mais cismo em dizer,

mulher.

O seio, o texto, o gesto, o meio

e tudo que demais me vem

absorvo, absorto, seu freio

que me leva,

Cadente!

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O Silêncio do Poeta é a Canção das Ideias

A poesia é suja e não tem culpa disso, sua raiz é suja! Imunda! Já encontrou algum poeta que nascera do regozijo de um sorriso ou de um gozo de felicidade? A felicidade do poeta é sofrer. Os grandes poetas germinam sob desgraças e infortúnios. É por isso que desejo ser um médio poeta. Sim, médio já está  bom.

E de todas as sujeiras e podridões da poesia, é expelido sobre o mármore do mundo, um ser que inflama dessas dores e com esse fogo e viço e lágrima e sangue e resquício que o ser poeta, transforma de seu silêncio uma canção de ideias.

_Maick Learning_

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