Poesia Vadia

Vadia

A poesia como cachaça, é dolorida

passeante ante os lírios,

vaidosa, a poesia vadia só, vadia

passeante ante a reminiscência, chorosa.

Vadia

Nua, à gota de suor empreguina,

bafejando ao infinito a pura realiza

que se de quando em vez envaidece, é porque

sozinha vadia, só ela vadia.

Vadia

Preta e Branca e Franca

a poesia suja, tece a manhã

indiscreta, que mais além de suja,

vadia, vadia pelas troças e orvalhos,

vadia!

Vadia

Desde que de repente, sinta à frente, à lente,

a flor da manhã que vagueia,

consumo-lhe, ó poesia vadia.

Vadia

Que sinta o frenesi diferente, caro amigo

trago de boatos, sei lá de qual ou quem

que uma tal de poesia, como cachaça é dolorida e vadia

e que vadia como cachaça,

a pobre da poesia.

Vadia

Vadia Vadia Vadia Vadia Vadia Vadia  _Poeta Inconsciente_  

Anúncios
Esse post foi publicado em Base de raciocínio, Freico Nordon, Poema e marcado , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s