A Felicidade Poe um Gosto Tão bom e Tão Fugaz na Boca!

 

Como pode a felicidade ser tão areia em mãos sedentas? Porque ela dura tão pouco quando mais se precisa? Me pergunto se o estresse do cotidiano vale a pena à procura de um algo a mais… de alguma realização incerta, de alguma “posição” no mundo. Se para ter realização, fazer parte dela, necessito desse sentimento de frio, gosto azedo no peito, essa primazia de asia, não a quero! Prefiro ser um “Zé Ninguém” que compreende seus sentimentos de felicidade “e os cultiva” que ser um triste realizado; com suas preocupações eternas e suas incoerências de prioridades…

Não preciso e não quero colocar à frente da minha vida, felicidades e amores, aquilo que me serve de sustento ou de diploma… não quero isso também… afinal, nossa corrida por tudo, por estudos, cargos, poder e demais, nada passa de uma forma “portuguesa” de busca daquilo que muitas vezes já temos: Amor pela vida e por quem a rodeia. Porque ficar irritado com os resultados dos jogos de futebol, ou com o sorteio da Mega que você, mais uma vez não ganhou, ou com meia dúzia de errinhos nos exercícios de inglês, quando “Eu te amo” expressa a mesma coisa que o tão almejado “I love You”.

A grandeza das coisas devem ser analisadas com cuidado e prumo, não é preciso ser médico formado para receber um abraço de uma criança, nem advogado promotor para receber um Bom Dia sincero duma senhora na rua, ou mesmo, não se precisa plantar sementes enquanto existem frutos apodrecendo, esquecidos, quando a presença da terra sempre esteve presenta nas mãos de quem acredita.

Digo uma quinzena de palavras, mas as tenho por certas de que são o que sinto, e cultivo. A felicidade emana, a tristeza emana e alastra; pega quem está despercebido do lado… A felicidade, talvez por tão simples que se faz, seja tão complicada de entender, ou perceber… perceber… perceber… perceber… perceber… perceber… e o pior! Quem a percebe tem a sina de passar uma noite estafante de tédio trabalhado, escrevendo tudo isso ai atrás pra quem não a percebe, não a entende totalmente, e talvez nem leia este texto.

 

Mude este rosto, não é tão preocupante quanto parece, nem aterrador quanto…

Enxague este rosto e olhe: não é preciso mais nada!

Essa carranca não me assusta mas machuca coração,

ainda mais aquele que foi acostumado e mimado com sentimento bom.

Faz isso, não por mim, mas por si só, que nada mais é que a metade de mim,

minha felicidade inteira!

Um dedo apontando para um horizonte só!

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