Vez outra!

Vez outra, me surpreendi escrevendo 9 poemas em 2 horas, no meio da madrugada, TV sintonizada em algum canal banal de compras ou tal… Meu propósito foi apenas escrever, nada além de suspiros fleumáticos de um caçador de “Eu’s” . A maior pergunta, a questão que mais transtorna e move a minha vida não é a famigerada ‘Quem sou eu?’ e sim o ‘Quem eu posso ser?’ , assim, oportunamente, creio que a resposta não venha como um prato de feijão com arroz, simples de conseguir…

Vez outra, me consumi desbravando noites e madrugadas à dentro, pesquisando, editando, revisando e reescrevendo película por película de meu livro… banhado a café, que sempre foi meu combustível, e que Graças! Agora abandonei, por me viciar numa droga que já não supria minha premência por atenção. Acho que sempre tentei ser um escopo de pessoa “balela” – gosto de chamar – : aquela que saia à rua, empinava pipa, marcha soldado, pique alguma coisa… mas não… a incredulidade era e sempre fará parte da minha dubiedade que tento, ainda mais, alcunhar de vida.

Algumas pessoas falam sozinhas… Mas tenho certeza que qualquer sã consciência daria altas gargalhadas com os diálogos que formo comigo mesmo, das encenações, ou sobretudo como me surpreendo com as repreensões que mesmo faço diante ao espelho. Eu sorriria!

Vez outra me vi consumido em lágrimas, escorridas em sal grosso à minha boca, por ser ignorante de meus próprios quereres… O homem é tão burro e débil quando alicerça suas crenças em constantes infinitas… em patamares que nem mesmo sabe se quer alcançar… Porém, por mais herético que essas próximas palavras possam parecer, nunca, repito: NUNCA tirei qualquer lição de moral de minhas conclusões, decisões, erros, enfrentamentos… lágrimas…

As respostas não estão ‘depois’ do ocorrido, mas como tantos tendem a esconder, ‘durante’ o ocorrido… Já se deixou pensar porque você errou aquela questão de matemática que lhe fez falta pra fechar de semestre? Porque não percebeu o erro durante o ato… porque esperou errar pra depois tirar “qualquer lição infundada disso” ? Exatamente, pelo motivo supracitado! O importante não é aprender depois que o leite caiu na mesa, mas enquanto o leite cai, pois é o momento em que a situação está viva, está pulsando e formando suas sensações: medo, constrangimento, tristeza, alegria, afetação… Após o leite empapar toda a toalha você não tem mais o viço de querer consertar, querer frear o leite de cair… bebê-lo antes, se possível for.

Vez outra me perguntei, pela primeira vez, o que queria ser quando crescesse… e desd’ então a minha resposta é rígida como uma efígie de sal e assim a repassarei aos meus pupilos:

 “Era um Vez…”                         

                                                                                                                                                                                                                                                                                                  _Maickson Alves_

Anúncios
Esse post foi publicado em Base de raciocínio, Freico Nordon e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s