Jovens Cerejas

JOVENS CEREJAS

A vida é tão perversa quando aparece

que o frescor primário

demorado instala,

só que de forma ou outra vem,

deixando veneno e gostando

o gosto de cereja na boca.

Não é frescura reticente. Volúpia morta.

É delícia fremente

de se ter cerejas na palma das mãos.

A solidão é farsa condutora…

sarapantada pela voz rouca

e tremida das aventuras…

vem remorso: em lis.

As vezes… figura tão cansativa 

que chega a dar sede

mas não sede que se acaba com água;

e sim, sede que com sede se acaba.

É desejo que se cura em doença,

boa e fecunda.

Furta-cor inerente no mundo,

de nome Paladar.

Agora me deixe…

Vou saborear dum gosto 

que só o mundo me oferece.

E desfrutar um pouco:

               (vou me cobrir de cerejas).

                              _Poeta Inconsciente_

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